Blog do Henrique Szklo

Você está feliz com sua vida?

Aquele jovem confiante ainda está aí dentro. Aprisionado, mas vivo. Só está faltando um impulso, uma orientação, um primeiro passo pra esse agradável retorno

Quando você é criança não sabe a diferença entre fantasia e realidade. E nem se importa com isso. Você é um herói no universo que criou pra si mesmo. Você é invencível. Tudo é divertido e a vida é uma brincadeira que não vai acabar nunca.

O tempo vai passando e vai ficando cada vez mais claro que você é especial. Único no mundo. Você é criativo e não há nada que você não possa fazer.

Seu corpo vai se transformando, mas sua confiança não. Você vai dominar o mundo. É só uma questão de tempo.

Você vai dominar o mundo. É só uma questão de tempo.

Aí você escolhe um caminho sem saber muito bem onde ele vai te levar. Não importa. Qualquer que seja o destino, você chegará ao topo.

O começo da carreira é promissor. Os elogios constantes só reforçam a certeza de um futuro brilhante. Você é focado, determinado, confiante. Mas, principalmente, muito criativo.

O tempo vai passando e, você não sabe muito bem quando, mas começa a sentir que o caminho talvez seja um pouco mais longo do que imaginava. E bem mais penoso. Uma voz começa a ecoar em sua cabeça dizendo que talvez você não seja tão bom quanto pensava. As ideias já não surgem com a mesma facilidade de antes. Sente que sua criatividade está minguando. Você quase já não enxerga mais o topo. Você se sente sufocado.

As responsabilidades vão aumentando e a pressão também. Os questionamentos surgem: “será que é isso mesmo que eu quero?” “Essa é a minha verdadeira vocação?” Mas você prefere continuar e esperar a coisa melhorar sozinha. Afinal, você é bom. Não, você é muito bom. Cedo ou tarde tudo vai dar certo. Não percebe, mas trocou a ousadia pela esperança. Ela te conforta, mas também te entorpece.

Não percebe, mas trocou a ousadia pela esperança. Ela te conforta, mas também te entorpece.

A coisa só piora. Um chefe indigesto, colegas que mais parecem adversários, clientes inseguros e prepotentes, uma rotina que te mata aos poucos, trabalho demais e realização de menos, injustiças, cobranças excessivas, falta de reconhecimento, desgaste físico e mental, frustração, cansaço, depressão.

Você ganha bem, mas se sente cada vez mais pobre. O dinheiro não cumpriu a promessa que fez de te fazer feliz. Você começa a desconfiar que o que te faz feliz é outra coisa. Mas que coisa? Existe essa outra coisa?

A necessidade de mudar vai aumentando na mesma velocidade do calendário. E o medo de arriscar também. O desespero vai ganhando espaço em sua mente: seu sonho, ao invés de estar mais próximo, vai ficando cada vez mais longe. Você já não enxerga ele. Até esquece de que tinha um sonho. Ou finge que esquece

A maturidade chega e junto com ela mais desculpas para continuar. As razões para não mudar são frágeis, mas cada vez mais convincentes. “Meu poder aquisitivo, a prestação da minha casa, do meu carro, minhas viagens, a educação dos meus filhos”. Você já não é mais tão criativo, mas e daí? Sua vida é boa. É boa?

Você não consegue se livrar da sensação de que a vida dos outros é melhor que a sua. Que eles têm mais sorte. São mais competentes. Mais felizes.

Você volta para casa todos os dias e pensa “mais um dia perdido na minha vida”. Mas você não muda. Já é tarde. Você não sabe fazer outra coisa e o medo do desconhecido ou o comodismo deixam você anestesiado. Você se conforma com a frustração. Aprende a conviver com o desencanto. Com a falta de criatividade. Você é refém de sua própria narrativa. De sua própria fake new.

Você é refém de sua própria narrativa. De sua própria fake new.

Acorda de manhã, porque tem que acordar. Vai trabalhar porque tem que trabalhar. Vive porque tem que viver.

Você resiste, mas um impulso maior do que você força o olhar pra trás e você vê o que não queria ver: que a vida era melhor quando tudo parecia uma aventura. Você tem saudades da coragem. De quando mergulhava sem antes por o pé na água. Sente a nostalgia de propósitos e sonhos possíveis. De quando a adrenalina era uma droga viciante e desejada e não a causadora de estresse que é hoje.

Mas a realidade, que não está nem aí pra sua vida, grita nos seus ouvidos: ao invés de dominar o mundo, foi o mundo que dominou você.

Mas a beleza da vida é que não existe idade para reverter nenhuma situação. E eu digo isso de experiência própria. Durante 20 anos fui publicitário até resolver abandonar a carreira para estudar e lecionar criatividade. Não foi fácil, mas consegui. Hoje, ganho muito menos do que naquela época, mas sou infinitamente mais feliz. Se eu consegui, você também pode.

Se você se identificou com minha história, acho que posso te ajudar. Acabo de criar um workshop online, onde uso a minha experiência de vida para estimular transformações pessoais e profissionais.

Posso garantir que a criatividade pode causar um grande impacto na sua vida. Não é autoajuda. É um despertamento da pessoa criativa que certamente você é. Aquele jovem confiante ainda está aí dentro. Aprisionado, mas com vida. Só está faltando um impulso, uma orientação, um primeiro passo pra esse agradável retorno. Dá uma olhada no site e veja se é o caso pra você. Será um prazer pra mim compartilhar essa jornada.

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Henrique Szklo

Nascido em Belo Horizonte (MG) e graduado em Publicidade e Propaganda pela FAAP, exerceu durante 18 anos a profissão de publicitário na área de criação, como redator e Diretor de Criação. Hoje é pesquisador da criatividade e do comportamento humano utilizando uma abordagem neuropsicológica do assunto. Além disso é escritor, professor, designer gráfico, palestrante e palpiteiro digital. É professor do MBI da UFSCar e Sócio da Escola Nômade para Mentes Criativas. Tem 8 livros publicados (humor e criatividade), é palmeirense e não-negacionista.

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