ItáliaO que podemos aprender

Camisinhas expostas numa vitrine de Roma

Uma grande ideia não se mede pelo tamanho

Via dei Condotti, Roma

Passeando na Via Condotti em Roma fui fisgado por uma vitrine muito criativa. Miniaturas de todas as camisas a venda nas loja funcionavam praticamente como um ímã de olhos. Uma ideia simples, divertida e muito, muito eficiente. Mas por quê esta atração? Camisas são camisas e as estampas não tinham nada de diferente.

Coisas grandes e pequenas

O ser humano possui uma curiosa atração por miniaturas e “grandiosidades”. Quem nunca teve uma coleção de pequenas garrafinhas, carrinhos, bonecas, jogadores de futebol, soldados, etc?

A cidade de Itú, no interior de São Paulo, construiu a fama de ser o lugar onde as coisas são gigantes. E uma de suas principais atrações turísticas é um imenso orelhão em uma praça da cidade. É horrível, mal feito, mas todo mundo quer conhecer.

Prazer em vê-lo

Essa atração se deve ao fato de que nosso cérebro funciona basicamente com padrões e a cada vez que estes padrões são quebrados, sentimos um desconforto do tamanho relativo ao padrão atingido. Por outro lado, quando encontramos um padrão de um ponto de vista diferente do conhecido, nosso cérebro entra em êxtase. Daí a sensação agradável que sentimos ao encontrar com miniaturas e “grandiosidades”.

Os estadunidenses sabem muito bem explorar esta faceta de nosso comportamento. O cara tem uma dedetizadora e coloca uma barata gigante em cima de sua van e é praticamente impossível passar despercebido.

O que você pode aprender

  • Sempre que puder, altere o tamanho de objetos relacionados aos seus projetos. Se ficar bem feito, vai aumentar sensivelmente a percepção e atenção das pessoas.
  • Nem sempre é preciso gastar muito dinheiro para se desenvolver uma ideia criativa.
  • Quem trabalha com moda sabe que não é fácil reproduzir as camisas em tamanho tão pequeno de forma que fiquem exatamente proporcionais às originais. Mas é assim mesmo: ideias originais e criativas podem não custar muito, mas geralmente dão trabalho.
  • A palavra camisinha nem sempre se refere a preservativo
.

 

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Henrique Szklo

Nascido em Belo Horizonte (MG) e graduado em Publicidade e Propaganda pela FAAP, Henrique exerceu durante 18 anos a profissão de publicitário na área de criação, como redator e Diretor de Criação. Hoje é estudioso da criatividade e do comportamento humano, escritor, professor, designer gráfico e palpiteiro digital. Desenvolveu sua própria teoria - NeuroCriatividade Subversiva - e seu próprio método - Gestão do Pensamento. É professor no MBI da UFSCar, escreve no site Proxxima (M&M), é coordenador do curso de criatividade da Escola Panamericana de Arte e Sócio da Escola Nômade para Mentes Criativas. Tem 8 livros publicados (humor e criatividade) e é palestrante de sucesso com passagens pelas principais capitais do país. É palmeirense.

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