Almanaque CriativoItália

A maior casa de tolerância de Pompeia e seu marketing picante

O Lupanar já utilizava técnicas modernas de interação com o cliente

Antes do Vesúvio ejacular em 79 dC, a cidade de Pompeia tinha de 8 a 10 mil habitantes e uns 25 bordeis. O Lupanar era um dos mais visitados na época e ainda hoje recebe uma grande quantidade de pessoas em busca de prazer. Hoje, porém, estamos falando do prazer em fazer turismo. (Fim das piadas de cunho sexual).

Não que outros bordéis não existissem na cidade, mas eles geralmente estavam localizados nos quartos superiores das tavernas, casas particulares ou disfarçados de albergues. O Lupanar é localizado em um prédio de 2 andares destinado exclusivamente a esta finalidade, numa esquina que devia ser bem movimentada na época.

Mas o que me chamou mais atenção foram as duas ferramentas de marketing utilizadas com grande desenvoltura e, imagino, sucesso.

Menú de posições pintados nas paredes

O estabelecimento era todo decorado em suas paredes com belos afrescos com várias opções de posições sexuais. Imagino que o cliente chegava lá apontava para um deles e dizia: “Eu quero aquele ali, por favor!”. “Número 2, com fritas!”

TripAdvisor do século I

Nas paredes dos quartos foram encontradas várias frases escavadas. Era a avaliação dos clientes da época.

Hic ego puellas multas futui > Aqui eu fodi muitas garotas

Felix bene futuis > Feliz, boa foda

Hic ego, cum veni, futui, deinde redei domum > Aqui eu, após minha chegada, fodi e voltei para casa

Fututa sum hic > Aqui eu vou foder

Myrtis, bene felas > Myrtis, você chupa bem

Hinc ego nun futui formosame puellam laudatam um multis, sed lutus intus erat > Aqui eu acabei de foder uma garota bem torneada elogiada por muitos, mas por dentro estava lamacenta

(CIL, IV 2175; 2246; 2217; 2273; 1516)

Video de Giuseppe Ciaramella

 

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Henrique Szklo

Nascido em Belo Horizonte (MG) e graduado em Publicidade e Propaganda pela FAAP, Henrique exerceu durante 18 anos a profissão de publicitário na área de criação, como redator e Diretor de Criação. Hoje é estudioso da criatividade e do comportamento humano, escritor, professor, designer gráfico e palpiteiro digital. Desenvolveu sua própria teoria - NeuroCriatividade Subversiva - e seu próprio método - Gestão do Pensamento. É professor no MBI da UFSCar, escreve no site Proxxima (M&M), é coordenador do curso de criatividade da Escola Panamericana de Arte e Sócio da Escola Nômade para Mentes Criativas. Tem 8 livros publicados (humor e criatividade) e é palestrante de sucesso com passagens pelas principais capitais do país. É palmeirense.

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