Abaixo a Criatividade

A criatividade é a forma mais perversa de fascismo

A grande mídia vende a falsa ideia de que ser criativo é a melhor coisa do mundo.

Nem os maiores estudiosos sabem definir exatamente o que é fascismo. Não existe nenhuma explicação universalmente aceita, origens ideológicas ou características comuns. Mas o que as pessoas não sabem, entretanto, é que a pior forma de fascismo é aquela promovida pela criatividade e seus seguidores, os criativopatas.

Fanáticos cheios de cinismo, se acham melhores do que os outros, a força moral da intelectualidade humana, um grupo de privilegiados que possui o monopólio da inteligência, se considerando campeões olímpicos da solução de problemas. Parece até que criatividade é uma espécie de religião em que o deus é a ideia. Não, não há como aceitar este estado de coisas.

Criatividade só pode ser coisa de quem não tem deus no coração. De quem não respeita a família e as pessoas de bem. Ser criativo é coisa de vagabundo, de maconheiro. O pior problema das novas ideias é que elas podem dar errado. E ninguém é obrigado a sofrer com a angústia de saber se vai dar certo ou não. Pessoas normais não vão ficar arriscando seu nome e seu prestígio. Não vale a pena de jeito nenhum.

Este artigo tem como objetivo desmascarar os pretensos discípulos de Leonardo Da Vinci et caterva. Alguém precisava ter a coragem para enfrenta-los de frente e jogar em suas caras cheias de falsa humildade a realidade que eles negam em nos revelar: a de que não passam de fascistas. Fascistas! Fascistas! Não passarão!

Leia agora as principais características observadas para se identificar o fascismo e veja se não tenho razão em minha revolta contra estes pulhas dos criativopatas..

Nacionalismo e xenofobia

Os criativos sempre acham que são os melhores. Os gênios da raça. Os outros são idiotas que não conseguem criar coisas tão extraordinárias como eles. Criativos detestam pessoas que se recusam a viver nesse mundinho das ideias. São obcecados por sua imagem no espelho e estão sempre enxergando complôs organizados por pessoas invejosas de seu talento que querem, segundo eles, demonizar sua habilidade. Se puderem expulsam todos os que consideram ladrões de seu espaço na sociedade.

Desdém pelos direitos humanos

O ser humano tem o direito de não ser criativo. Está na Constituição. Além do mais é uma escolha de foro íntimo. Porém, a sociedade, estimulada por seus criativos cheios de razão, nos nega este direito primordial, nos oprimindo, tentando impor a todos a obrigação de ter ideias, de sermos criativos. Quem não quer precisa se esconder, andar pelos cantos, evitando ao máximo que descubram sua verdadeira identidade intelectual, baseada em clichês e frases feitas.

Identificação de inimigos como causa unificadora

A criatividade precisava de um inimigo para unir seus seguidores e diminuir a tensão entre os egos inflados. E escolheram como bode expiatório as pessoas que estão felizes em seu canto e não desejam mudanças de nenhuma espécie. Ora, e a vida está boa, pra que mudar? Em time que está ganhando não se mexe, já dizia o outro. Estas pessoas são massacradas pela ditadura da criatividade que praticamente obriga a todo mundo pensar “fora da caixa”. Mas que caixa é essa que eu nunca vi?

Controle da mídia de massa

Quem sustenta a mídia? Os anunciantes, claro. E suas ferramentas de dominação são comerciais, propaganda, storytelling, e o escambau, tudo produzido por um bando de comprados sob a fachada legal da publicidade. Esta mídia comprada nos vende a falsa narrativa de que o sucesso só nos contemplará se utilizarmos a criatividade como ferramenta de evolução. Canalhas!

Apelo às classes médias frustradas

Os criativopatas vivem propagando que a vida das pessoas vai melhorar, pessoal e profissionalmente, se elas se tornarem mais criativas, insinuando que a infelicidade e frustração delas é fruto da falta de ideias originais. Não, se as pessoas estão frustradas é porque não se dedicaram, não trabalharam de sol a sol, não fizeram por merecer. Não tem nada a ver com criatividade. Mas vai dizer isso para esses fascistas.

Rechaço ao pensamento crítico

Nenhum criativo que eu conheço gosta de ser criticado. Em geral dão chilique, armam o maior barraco e chamam todo mundo de burro cada vez que uma de suas ideias são alvo de algum tipo de avaliação negativa. Saem batendo porta, cheios de mimimi só porque as pessoas têm alguma restrição às suas ideias “geniais”. Não entendem que é muito melhor fazer as coisas como estamos acostumados e que esse negócio de achar um jeito diferente de fazer a mesma coisa é perda de tempo e energia, além de causar estresse e insegurança em todos os envolvidos.

Elitismo, desprezo pelos fracos

Innovate or die! Que absurdo! Como assim quem não inova vai morrer? Por acaso isso é uma ameaça? Onde estão as instituições para inibir este tipo de atitude belicosa? Quer dizer que é um pecado as pessoas desejarem apenas ter o seu negócio sossegado e sustentar sua família sem ter que passar pela angústia de estar sempre pensando em algo diferente? E por isso merecem morrer? O que essas pessoas fizeram de errado? Só quem inova é bom, bacana, patriota, gente de bem. Só essa elite merece viver. Privilegiados que desprezam e humilham sempre que podem aqueles que, enfraquecidos pelos ataques incessantes, não têm tempo, disposição nem capital para inovar.

Proteção do poder das corporações

Criativos das mais variadas atividades vivem como parasitas, lambendo as botas das corporações para, em troca de alguns dinheiros, criar cada vez mais atrativos que façam com que o consumidor incauto consuma produtos, serviços ou ideias como se tudo isso fosse a quintessência da felicidade e da realização pessoal. É pura enganação. Os criativopatas do marketing são manipuladores covardes que não se furtam em usar as técnicas mais vis para nos transformar em um bando de mortos-vivos cujo único objetivo na vida é consumir.

Poder do trabalhador suprimido ou eliminado

Os adeptos da criatividade estão sempre buscando maneiras de facilitar processos produtivos e com isso eliminar a necessidade de mão-de-obra. A tecnologia está cada vez mais ameaçando o emprego de todo mundo. Máquinas com inteligência artificial são criadas para destruir a classe trabalhadora. Robô não têm sindicato para lutar por melhora de salário e condições de trabalho. Se ninguém estivesse preocupado em criar novas formas de produção, todo mundo estaria empregado e feliz, sem medo de algum dia surgir um novo processo que ameaçasse o leite de suas crianças.

Desprezo pelos intelectuais e pelas artes

Criativopatas em geral são artistas e intelectuais frustrados que, por não serem capazes de ocupar espaço nestas áreas, acabam escolhendo profissões muito menos relevantes como arquitetura, comunicação digital, publicidade, marketing, etc. É claro que eles invejam aqueles que representam sua frustração por serem tudo aquilo que eles não podem ser. E, medíocres que são, ao invés de buscar inspiração, tentam destruí-los, negando seu valor e utilidade.

Obsessão com crime e punição

Os ditos criativos estão sempre criando festivais e premiações que acaricie o ego gigante que inexoravelmente os acompanha durante toda a vida. Nas entrelinhas estão querendo dizer aos devotos do clichê que não ser criativo é como um crime de lesa pátria que merece como punição, o ostracismo, o desprezo dos colegas e a clara mensagem de que quem não ganha nenhum prêmio vale menos que um parasita. O próximo passo, provavelmente, será criar campos de concentração onde os negadores da criatividade serão eliminados, é claro, sempre de maneiras originais e criativas, para humilhá-los ainda mais.

Compadrio desenfreado e corrupção

Com o aprimoramento da ferramentas de controle do Estado, cada vez mais sofisticadas, os corruptos estão na mesma medida ficando cada vez mais criativos para conseguir manter seus privilégios e seu acesso irrestrito ao dinheiro público. A corrupção não existiria sem criatividade. Ninguém jamais roubaria à luz do dia, sem nenhum subterfúgio ou técnicas sofisticadas para burlar as autoridades. A corrupção é filha da criatividade. E como os iguais se atraem, não é nem um pouco difícil formar quadrilhas cheias de criatividade e desrespeito ao Erário.

Eleições fraudulentas

Basta pensar nos escândalos oriundos de ações ilegais nas redes sociais. Os responsáveis por essa fraude são, obviamente pessoas muito criativas que desenvolveram novas técnicas de manipulação do eleitor. Quem são os responsáveis pelas fake news? Pessoas com criatividade suficiente para inventar histórias que pareçam reais. É o storytelling à serviço da fraude eleitoral. Só podia ser coisa de criativopata.

Não se deixe enganar. A criatividade é um mal que precisa ser extirpado da sociedade antes que seja tarde. Nas próximas eleições, vote em quem não tem nenhuma ideia e salve o nosso país.

 

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Pedrão

Entidade que habita nosso cérebro, ele é o responsável por proteger nosso conjunto padrões e, consequentemente, evitar pensamentos e atos criativos. É nosso filtro social. Tudo o que fazemos e pensamos e como agimos passa por seu crivo para que estejamos sempre de acordo com nossa programação mental. Se você tem dificuldades para criar, a culpa é dele.

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