ItáliaLendas do Mundo Criativo

Babado forte: Michelângelo era porquinho e bissexual

Fofoqueiros da época do Renascimento eram cruéis

Um fofoqueiro em Firenze

Michelângelo di Lodovico Buonarroti Simoni nunca se casou e não teve filhos, o que acionou o alarme das fofoqueiras romanas, as pettegolezzi. As más línguas espalharam seu veneno por toda Piazza del Popolo dizendo que o artista teve relações amorosas com homens e mulheres, como a poetisa Vittoria Colonna.

O amor é lindo

A história mais cabeluda, e bota cabeluda nisso, foi seu amor platônico pelo nobre, colecionador de arte e seu aluno Tommaso dei Cavalieri. Dizem que foi uma paixão avassaladora. Quando eles se conheceram, o artista tinha 67 e o menino 23. Para Michelangelo, Tommaso era tão bonito que acabou se transformando em seu ideal de beleza masculina, tanto que em várias de suas obras supõe-se que utilizava seu amado como modelo, como no clássico desenho Il Sogno.

Il Sogno, considerado um dos principais desenhos da Renascença

Alguns mais ousados garantem que Micha chegou a utilizar o rosto de Tomma para representar Jesus em algumas imagens. Você pode imaginar como o pessoal mais religioso ficou feliz com a possibilidade de seu símbolo máximo ter sido representado com referências homossexuais.

Não sei se você sabe, mas o barbudo apaixonado também era poeta, chegando a escrever uns 300 poemas. Destes, mais ou menos 30 deles, de forte conteúdo erótico, foram dedicados ao seu amado.

Com que roupa eu vou

Il Divino, um dos apelidos de Miguel Ângelo, era um prato cheio para os mexeriqueiros. Embora fosse um homem rico, Michelangelo vivia como um mendigo. Raramente mudava a roupa e “banho” era uma palavra que não fazia parte de seu dicionário. Dizem até que suas roupas estavam tão sujas quando ele morreu, precisaram ser cortadas e descascadas de sua pele. Que nojo.

Todas essas fofocas devem ser fruto da inveja, afinal o cara era um gênio e era rico. Duas características humanas que ninguém consegue suportar.

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Henrique Szklo

Henrique exerceu durante 18 anos a profissão de publicitário na área de criação, como redator e Diretor de Criação, mas hoje já está curado. É Filósofo da Criatividade, professor, palestrante e palpiteiro digital. Desenvolveu sua própria teoria – NeuroCriatividade Subversiva – e seu próprio método – Dezpertamento Criativo. É colaborador no site Proxxima (M&M), no Blog Café Brasil e coordenador do curso de criatividade da Escola Panamericana de Arte. Tem 8 livros publicados (humor e criatividade) e é palmeirense.

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