Almanaque Criativo

Fabricante suíço toca Led Zeppelin para seus queijos

Será que crescer ouvindo músicas pode fazer os queijos subirem uma escada para o céu?

A gente ouve muito hoje em dia a expressão “harmonizar” com relação à culinária associada à bebidas. É um estudo muitas vezes empírico que avalia o que combina com o que para gerar melhores resultados gastronômicos. Mas o termo ganhou um novo significado graças a um entusiasta de queijos, Beat Wampfler, de Burgdorf, na Suíça. A harmonia para este suíço está diretamente relacionada à música e seus efeitos. Wampfler levou sua paixão laticínica a níveis altíssimos tocando músicas de clássicos como Led Zeppelin para seus queijos com o propósito de descobrir se assim ele pode melhorar sua qualidade e sabor.

Beat Wampfler e seu queijo

Wampfler vem realizando experimentos desde setembro de 2018. Ele justifica seu raciocínio da seguinte maneira: “A bactéria é responsável pela formação do sabor do queijo, com as enzimas que influenciam sua maturidade. Estou convencido de que umidade, temperatura ou nutrientes não são as únicas coisas que influenciam o sabor. Sons, ultrassons ou música também podem ter efeitos físicos ”.

Wampfler vem trabalhando com o Emmental, um queijo cheio de buracos e bolhas, um dos mais populares da Suíça. Cada roda fica sobre um alto-falante enquanto amadurece. Mas o gosto musical dos queijos é eclético. Ouvem o Led, mas também techno e até Mozart. Parece que sertanejo universitário eles não curtem muito.

Por mais estranho que seja tocar música para pedaços de queijo, há na verdade um campo científico que é dedicado ao estudo dos efeitos das ondas sonoras em soluções líquidas. Estudantes e professores da Universidade das Artes de Berna, também na Suíça, concordam, ao se juntarem a Wampfler na condução deste estudo.

“No começo, estávamos céticos”, disse Michael Harenberg, diretor musical da universidade. “Então descobrimos que existe um campo chamado sonoquímica que examina as influências das ondas sonoras, o efeito do som em corpos sólidos”.

Não dá pra entender nada, mas faz sentido

Ondas sonoras, ou ultrassom, podem ter o potencial de comprimir e expandir líquidos durante uma reação química. Isso porque o som, uma onda invisível, pode fluir através de uma solução sólida como o queijo e criar bolhas. Essas bolhas podem alterar a composição química do queijo à medida que se expandem, colidem ou colapsam.

Existem histórias, não se sabe se comprovadas cientificamente ou não, contando que um fundo musical com músicas clássicas fazem as vacas darem mais leite e videiras produzirem uvas mais doces. Quem sabe?

Um painel de provadores de queijo especializados está programado para provar os diferentes queijos em 14 de março de 2019, e determinar qual é o melhor.

Quanto a Wampfler, ele acredita que um lote específico do Emmental possa ter um desempenho diferenciado: “Espero que o queijo hip-hop seja o melhor”.

Não é de todo impossível que em breve poderemos encontrar uma playlist no Spotify: Music for Cheese.

 

Fonte
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Lena Feil

Gaúcha de nascimento e cidadã do mundo por opção, é formada em Desenho Industrial e Psicologia, é feminista e pensadora em período integral. Usa o cérebro para entender o cérebro. Estudiosa do comportamento e da criatividade, entusiasta da vida, viciada em novidades, em filosofia, no ser humano e em coisa mundanas também. É absolutamente fascinada por crianças, adora café, ama viajar, é geralmente divertida, e – às vezes – esnobe. Hoje, atua com Coolhunter da Escola Nômade para Mentes Criativas, sempre em busca do que existe de mais subversivo, inteligente e relevante em todas as partes do mundo.

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