Almanaque CriativoO que podemos aprenderSubversão

A gastronomia de quinta categoria das vacas

Um problema sério causado pela dieta irresponsável das vacas é resolvido de forma simples e inusitada

As vacas não são exatamente exigentes no que diz respeito à gastronomia. Na verdade, não se conhece um caso até hoje em que o Guia Michelin foi consultado por um bovino. Na verdade as vacas não têm o menor preconceito com nenhum tipo de alimento. O que tiver no prato elas comem, como a mamãe ensinou. Durante o pastejo, elas vacas comem de tudo: grama, terra, pregos, grampos e pedaços de arame.
Esses objetos metálicos tendem a se alojar no trato digestivo, ameaçando os órgãos vitais, causando irritação e inflamação, conhecida como Reticuloperitonite Traumática ou “Doença de Hardware”. A vaca perde o apetite e no caso do gado leiteiro diminui a produção de leite. Já o gado de corte reduz sua capacidade de ganhar peso.

E agora, quem poderá defender as vaquinhas?

Ímãs. Isso mesmo: ímãs. Ímãs de vaca mantêm os pedaços de metal confinados no primeiro estômago da vaca, em vez de viajar para os estômagos ou intestinos posteriores, onde os fragmentos podem causar o maior dano.

Em geral, medindo cerca de 8 centímetros de comprimento e 1 cm de diâmetro, os ímãs são projetados para se encaixar no rúmen da vaca. É pequeno o suficiente para chegar lá, mas grande demais para ser ultrapassado. E fica ali recolhendo metal perdido antes que possa chegar ao trato digestivo, causando a doença.

O imã permanece dentro da vaca pela vida do animal, mas pode ser reutilizado posteriormente, e a presença do imã e do metal atraído no rúmen aparentemente não tem efeito sobre a saúde ou o tempo de vida da vaca.

Bússolas vivas

As vacas estão em sintonia com os ímãs de outra maneira – elas aparentemente estão de alguma forma cientes da localização dos pólos magnéticos da Terra. Conforme relatado pelo Guardian em 2006, quando pastando ou em repouso, as vacas tendem a ficar de frente para o norte.

O que podemos aprender

  • É preciso ter a mente totalmente aberta na hora de resolver um problema que aparentemente não tem solução.
  • No caso da Reticuloperitonite Traumática a tendência seria tentar, como na maioria das doenças, criar uma vacina preventiva ou um remédio para tratar a doença já instalada.
  • Mas alguém teve a ideia de partir para uma solução subversiva e aparentemente “maluca”. Fazer as vacas engolirem um ímã, realmente pode estar na categoria de ideia subversiva.
  • Poderia dar errado, claro. Mas, neste caso, criou uma solução que é largamente utilizada pelos criadores.
  • Às vezes uma solução simples e óbvia é suficiente para resolver problemas complicados.

 

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Lena Feil

Gaúcha de nascimento e cidadã do mundo por opção, é formada em Desenho Industrial e Psicologia, é feminista e pensadora em período integral. Usa o cérebro para entender o cérebro. Estudiosa do comportamento e da criatividade, entusiasta da vida, viciada em novidades, em filosofia, no ser humano e em coisa mundanas também. É absolutamente fascinada por crianças, adora café, ama viajar, é geralmente divertida, e – às vezes – esnobe. Hoje, atua com Coolhunter da Escola Nômade para Mentes Criativas, sempre em busca do que existe de mais subversivo, inteligente e relevante em todas as partes do mundo.

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