Ensinamentos de São Magaiver

Não existe criatividade sem espírito crítico

Enquanto você não for capaz de questionar as coisas que acredita, jamais será criativo de verdade

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O

criativo é um jogador. Ele se arrisca o tempo todo e nem sempre consegue atingir seus objetivos. Mas não tem jeito: não existe Criatividade sem riscos. Não existe a Criatividade segura ou infalível. É preciso aprender a conviver com todas as possibilidades que nos cercam. Quem não se arrisca não cria. Pelo simples fato de que a Criatividade pressupõe novidade, pressupõe quebra de padrões, pressupõe insegurança. Daí a importância de se desenvolver o espírito crítico.

Por mais experiência que você tenha, nunca vai conseguir saber o que vai atingir as pessoas ou não, o que vai dar certo ou não. A vida e o mundo são elementos muito dinâmicos, mudam a cada segundo e o que deu certo hoje não necessariamente vai dar certo amanhã, nem pode ter dado certo ontem. E vice-versa. E isso, naturalmente, causa uma tremenda insegurança. Mas é preciso enfrentar este monstro. E uma das melhores maneiras é questionando.

Por que temos dificuldade em questionar?

A zona de conforto, ou a Zona de Familiaridade como eu prefiro chamar, é o lugar onde todas as pessoas desejam estar a maior parte do tempo, mesmo sabendo que não é o ideal. Nosso sistema vital é muito poderoso e, por questões de sobrevivência, está sempre nos forçando a buscar os padrões, as certezas, o que todo mundo, ou a maioria, considera “certo”.

Ao questionar você corre o risco de mudar de ideia ou alterar alguma crença. E seu cérebro não quer isso. Então ele faz de tudo para você desistir disso o quanto antes, sob a forma de desconforto.

Inconscientemente, nosso cérebro faz com que o diferente e o novo sejam inimigos a se combater com todas as forças. É por isso que lutar contra esta fúria da natureza exige força de vontade, resiliência e capacidade de lidar com o desconforto de maneira quase heroica.

Espinha na cara e questionamento na cabeça

A adolescência é a época em que mais estamos dispostos a questionar os padrões vigentes, o senso comum. Não vemos muitos riscos, nem ficamos muito preocupados com as consequências. até porque a ideia é mesmo se mostrar contra “tudo o que está aí”. Porém, o tempo passa e a maioria das pessoas perde aquela coragem inerente à inexperiência. Isso se deve a, mais uma vez, o canto da sereia da zona de conforto que vai nos atraindo de forma cada vez mais eficiente. Quanto mais o tempo passa, ficamos mais ligados aos padrões e mais refratários às novidades e ao questionamento. É preciso resistir bravamente.

Crie um Calo Criativo

Da mesma forma que a criatividade, é preciso exercitar incansavelmente o espírito crítico. Como qualquer outra competência humana, a repetição é que irá produzir a evolução. É o atrito causado pelos perrengues que você enfrenta que deixará sua pele mais grossa, vai deixar você cascudo, calejado, condição tão necessária para que o desconforto e o medo diminuam a influência sobre você. É o que eu chamo de Calo Criativo. Você não chega a se acostumar, mas pode aprender a administrar o drama. Se criar se aprende criando, questionar se aprende questionando.

Aposto que você consegue

A Criatividade é quase como um jogo de azar, como pôquer, por exemplo. O jogador de pôquer profissional conhece muito bem o jogo, mas não depende muito da sorte. Ele sabe jogar. O que não quer dizer que ele não perca muitas vezes. A sabedoria está na consciência de que o fato de ele ter uma boa mão não garante que puxe as fichas. Da mesma forma que uma mão ruim não o condena inexoravelmente. Se ele souber jogar, vai saber potencializar seu jogo, só isso. Não garante nada. Da mesma forma é o trabalho criativo. Ele potencializa nossas possibilidades na vida, mas não garante, absolutamente, o sucesso.

Na criatividade não existem certezas. Só esperança.

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São Magaiver

Santo protetor da Criatividade e da capacidade de nos adaptarmos à novas situações de maneiras inusitadas. Ele é o mestre das soluções de problemas, um verdadeiro modelo de comportamento no que diz respeito à utilização do que se tem a mão para resolver problemas dos mais diferentes tipos.

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