A História das CoisasO que podemos aprender

Um chocolate que nasceu na Guerra Civíl Espanhola

Uma demonstração de espírito criativo de Forest Mars, um dos M's

A história do M&M’s têm muitas versões diferentes. Essa aqui é um pouco a mistura de algumas delas encontradas na internet. O importante é que, independente dos detalhes, o conceito geral está preservado. Então, vamos a ela.

Em 1911, Frank Mars fundou a Mars Incorporated, uma pequena empresa de confeitaria na cidade de Newark, Estados Unidos. Nos anos 30, seu filho, Forrest Mars, descontente com a forma como seu pai administrava a empresa, resolveu ir passar um tempo na Europa para pensar em um negócio próprio.

Forrest Mars

Curiosamente, a Guerra Civil Espanhola foi o evento que desencadeou o nascimento de um dos doces mais famosos do mundo. Na ocasião, Forrest Mars percebeu que os soldados britânicos comiam pequenos doces do tamanho de pílulas, envoltos em uma casca dura e açucarada, chamados Smarties. Ele ficou fascinado ao ver que os doces resistiam no calor do verão e que eram pequenos e fáceis de transportar.

Foi aí que ele teve a ideia de criar o M&M’s, que resolveria um sério problema mercadológico da época: as vendas de chocolate caíam vertiginosamente durante os meses de verão devido ao calor que os derretia.

Quando retornou da Europa, em 1940, Mars procurou Bruce Murrie, filho do presidente da Hershey Company, o convidando para abrir um negócio juntos. Antecipando a escassez de chocolate e açúcar durante a Segunda Guerra Mundial na Europa, Mars buscou uma parceria que asseguraria um suprimento constante de recursos para produzir seu novo doce, já que a Hershey’s tinha o monopólio da produção de chocolates nos Estados Unidos durante o conflito.

Forest Mars e Bruce Murrie, os M&M’s

Era o negócio perfeito. Enquanto Mars tinha a patente do doce, Murrie tinha o chocolate. Juntos, eles começaram a produzir os primeiros lotes de seus bombons de chocolate revestidos sob uma nova empresa, conhecida como Mars & Murrie.

Inicialmente, os M & M’s eram vendidos exclusivamente para as forças armadas dos EUA. E quando o produto foi lançado para o público geral, a imagem dos soldados foi utilizada, porque ao fim da guerra, a imagem dos ex-combatentes era a melhor possível.

Por vários anos, a M&M’s foi produzido usando o chocolate da Hershey. Porém, os dois M’s não se deram muito bem e, em 1949, Mars comprou a Mars & Murrie do sócio por 1 milhão de dólares. A empresa voltou a se chamar apenas Mars e o chocolate da Hershey foi substituído.

O sabor amendoim do M&M’s foi introduzido em 1954, mas primeiro apareceu apenas na cor marrom e seu slogan era “derrete na sua boca, não na sua mão”. Em 1960, a M&M’s adicionou as cores amarela, vermelha e verde.

Até hoje, o M&M’s continua a ser utilizado pelo exército estadunidense.

Curiosidade inútil
O nome Eminem do famoso happer estadunidense é justamente da pronúncia de M&M em inglês.

O que você pode aprender

  • As melhores ideias muitas vezes vêm de onde ninguém poderia imaginar.
  • Muitas vezes, as grandes ideias surgem da observação de problemas que, apesar de evidentes, ninguém havia reparado, mas que sua solução traz vantagens percebidas imediatamente pelo público potencialmente consumidor.
  • A importância do pensamento subversivo: se Forest Mars tivesse se conformado com a visão so pai sobre o negócio de chocolates, provavelmente o M&M’s não existiria hoje. O que seria uma pena.
  • Devemos nos concentrar no que a gente sabe fazer e procurar parceiros especialistas naquilo que não sabemos e que podem nos levar a lugares que não chegaríamos sozinhos.
  • A propósito do ítem acima, não acredite nessas lendas e fantasias sobre inovadores sem dinheiro criando produtos de sucesso em suas garagens e vencendo por seu esforço próprio. No mundo real.ideias que chegam ao tamanho de uma M&M’s, precisam de investimento. Senão serão sempre ótimos, criativos e pequenos negócios.
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Lena Feil

Gaúcha de nascimento e cidadã do mundo por opção, é formada em Desenho Industrial e Psicologia, é feminista e pensadora em período integral. Usa o cérebro para entender o cérebro. Estudiosa do comportamento e da criatividade, entusiasta da vida, viciada em novidades, em filosofia, no ser humano e em coisa mundanas também. É absolutamente fascinada por crianças, adora café, ama viajar, é geralmente divertida, e – às vezes – esnobe. Hoje, atua com Coolhunter da Escola Nômade para Mentes Criativas, sempre em busca do que existe de mais subversivo, inteligente e relevante em todas as partes do mundo.

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