A História das Coisas

Quem não conhece a história da bússola está perdido

Para não perder o trocadilho, a bússola foi uma invenção cheia de magnetismo

A bússola é um instrumento de navegação e orientação que tem uma agulha magnética ou uma placa que pode girar livremente e, se posicionada horizontalmente, irá se alinhar com o campo magnético da Terra apontando para o norte-sul magnético.

A palavra “magnético” surgiu quando há milhares de anos foram descobertos grandes depósitos de óxidos magnéticos em uma região conhecida como Magnésia, na Ásia Menor. Em razão disso esse minério foi chamado de magnetita (Fe3O4).

A bússola magnética

Bússolas chinesas

A bússola magnética é uma invenção chinesa, provavelmente utilizada pela primeira vez na China durante a dinastia Qin (221-206 aC). Naquela época, os chineses usavam a magnetita para produzir peças utilizadas em adivinhações, busca por pedras preciosas e como suporte ao Feng Shui. Até que alguém mais esperto percebeu que o minério era capaz de apontar para direções reais, o que levou então, à criação das primeiras bússolas.

A primeira bússola era um pedaço de pedra com magnetita na ponta que ficava pendurada a uma corda se movimentando livremente. Outras também eram feitos de pedra-ging, mas tinham a forma de uma colher ou concha cujo cabo apontava para o sul.

Bússolas para navegação

Bússola chinesa “peixe apontador do sul”

No século XI, o uso de bússolas como dispositivos de navegação em navios aparentemente se tornou comum. As bússolas com agulha magnetizada usadas na navegação podiam ser molhadas (usadas na água), secas (utilizando um eixo) ou suspensas (em fios de seda). Todas elas eram usadas para localizar o polo norte magnético ou a estrela polar, preferencialmente por viajantes, como os comerciantes que viajavam para o Oriente Médio.

As forças armadas chinesas usaram bússolas para a orientação de navegação a partir do século XI. Eram feitas de ferro magnetizado em vez de magnetita e eram chamadas de “peixe apontador do sul”, peixes feitos de ferro magnetizado que flutuavam em uma bacia de água e que apontavam para… o sul.

Bússola “tartaruga”

Mais tarde foi inventado um tipo de bússola seca que recebeu o nome de “tartaruga”. Uma tartaruga de madeira com uma pedra fixada com cera e uma agulha apontada para fora. Era equilibrada num pedaço de bambu, que a permitia rodar livremente para que a agulha apontasse para o norte.

No século XII, as bússolas chegaram à Europa. Uma tipo flutuante para fins astronômicos e uma seca para navegação que, até então, dependia da orientação do sol ou das estrelas e limitava-se a viagens marítimas entre outubro e abril. Agora navios poderiam navegar durante todo o ano.

O mundo islâmico importou a bússola durante o século XIII e a usou para os mesmos propósitos do resto do mundo: astronomia e navegação. Eles também inventaram um tipo de bússola seca para usar como um “indicador Qibla (Kabba)” responsável por encontrar a direção de Meca para suas orações diárias.

O velho e o novo

Hoje não tem mais desculpa para se perder

Os smartphones têm um pequeno magnetômetro embutido, que pode medir o campo magnético da Terra. Essas informações são combinadas com um acelerador que capta informações sobre a posição do telefone no espaço. É capaz de identificar a posição do telefone a partir de sensores que medem sua inclinação e movimento. As informações fornecidas por esses dispositivos significam que o aplicativo de bússola pode exibir direções cardeais, independentemente da orientação do telefone.

Oriente-se

  • A bússola magnética não aponta para um polo geográfico (o chamado polo verdadeiro), mas para o polo magnético. É por isso que alguma correção deve ser feita antes da determinação do Norte
    A rosa dos ventos é parte inquestionável da cultura universal

    verdadeiro.

  • A bússola ocidental e árabe tem 32 pontos definidos em sua rosa-dos-ventos. A oriental tem 24 e 48 pontos.
  • As rosas dos ventos mais antigas não tinham lados marcados do mundo, mas os nomes dos ventos.

 

Fonte
Though CoHistpry of Compass
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Lena Feil

Gaúcha de nascimento e cidadã do mundo por opção, é formada em Desenho Industrial e Psicologia, é feminista e pensadora em período integral. Usa o cérebro para entender o cérebro. Estudiosa do comportamento e da criatividade, entusiasta da vida, viciada em novidades, em filosofia, no ser humano e em coisa mundanas também. É absolutamente fascinada por crianças, adora café, ama viajar, é geralmente divertida, e – às vezes – esnobe. Hoje, atua com Coolhunter da Escola Nômade para Mentes Criativas, sempre em busca do que existe de mais subversivo, inteligente e relevante em todas as partes do mundo.

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