Criativerso

“Zona de conforto, o cacete!”, com Henrique Szklo

Henrique fala sobre o equívoco de se usar e expressão Zona de Conforto quando, na verdade, o certo seria dizer Zona de Familiaridade.

Mais um CRIATIVERSO com Henrique Szklo, desta vez falando da zona de conforto.

Zona de conforto é um termo questionável
O inconsciente não busca o agradável
Ele só aceita mesmo de verdade
Aquilo que conhece muito bem
Até do sofrimento ele é refém
Não tem nada de comodidade

São muitos os exemplos
Imagine alguém que fracassa há tempos
Como tudo que se repete vira padrão
Se ela começar a fazer sucesso
O inconsciente inicia um processo
Pra trazer ela de volta à frustração

O inconsciente não aceita mudança
Por isso faz toda essa lambança
Chamar isso de boicote é um engano
Ele não pensa, é automático
Seu funcionamento é pragmático
É um sistema de perfil darwiniano

A pessoa criativa é sempre radical
Pois enfrenta a força de um impulso natural
O inconsciente não faz isso por maldade
Sua missão é manter você sobrevivente
Pra ele conforto é uma coisa diferente
O que ele quer é familiaridade

Só o que conhecemos nos conforta
Ser familiar é o que mais importa
Pode ser algo bom e positivo
Mas pode ser uma dor profunda
Então preste atenção e não confunda
Se quiser ser mesmo criativo

Trilha de fundo : “A Baroque Letter”, de Aaron Kenny

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Lena Feil

Gaúcha de nascimento e cidadã do mundo por opção, é formada em Desenho Industrial e Psicologia, é feminista e pensadora em período integral. Usa o cérebro para entender o cérebro. Estudiosa do comportamento e da criatividade, entusiasta da vida, viciada em novidades, em filosofia, no ser humano e em coisa mundanas também. É absolutamente fascinada por crianças, adora café, ama viajar, é geralmente divertida, e – às vezes – esnobe. Hoje, atua com Coolhunter da Escola Nômade para Mentes Criativas, sempre em busca do que existe de mais subversivo, inteligente e relevante em todas as partes do mundo.

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