Criativerso

“Você pensa muita merda?”, com Henrique Szklo

Desta vez falando sobre a necessidade de se colocar todos os pensamentos para fora, sem julgamento, no primeiro passo do processo criativo

Mais um CRIATIVERSO com Henrique Szklo, desta vez falando sobre a necessidade de se colocar todos os pensamentos para fora, sem julgamento, no primeiro passo do processo criativo.

O primeiro passo do processo criativo
Tem um fator que é muito decisivo
A necessidade de se botar tudo pra fora
Não pode haver julgamento
Não nesse momento
Não, nunca nessa hora

Um erro muito comum que acontece
É julgar qualquer ideia que aparece
No começo, a nossa cabeça tá cheia
A gente tem a sensação de que nada presta
Mas a verdade é cruel e indigesta
Até uma boa ideia nasce feia

A ideia criativa é resultado de um processo
E agora vou te dizer como é que eu começo
Um número de pensamentos bem expressivo
Todos de aparente mediocridade
Mas sabe o que são mesmo de verdade?
Matéria-prima do processo criativo

Por isso quem acha que muita merda pensa
Precisa abandonar esta terrível crença
Após anos e anos de muito estudo
E uma pesquisa bem espessa
Conclui que o que passa na nossa cabeça
Não é merda, e sim adubo

São estes pensamentos indecentes
Que vão nos sugerir as ideias diferentes
Acreditar que são apenas excremento
Do senso comum é uma armadilha
Então muito cuidado, minha filha
Com ideias que têm bom comportamento

Quando um pensamento cheira mal
Ele estimula nosso sistema neural
É preciso reconhecer o seu valor
E não jogá-lo no esgoto da mente
Então a decisão mais inteligente
É usar a merda a nosso favor

Trilha de fundo : “A Baroque Letter”, de Aaron Kenny

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66 Frases Inspiradoras sobre Criatividade e Inovação, de Henrique Szklo

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Lena Feil

Gaúcha de nascimento e cidadã do mundo por opção, é formada em Desenho Industrial e Psicologia, é feminista e pensadora em período integral. Usa o cérebro para entender o cérebro. Estudiosa do comportamento e da criatividade, entusiasta da vida, viciada em novidades, em filosofia, no ser humano e em coisa mundanas também. É absolutamente fascinada por crianças, adora café, ama viajar, é geralmente divertida, e – às vezes – esnobe. Hoje, atua com Coolhunter da Escola Nômade para Mentes Criativas, sempre em busca do que existe de mais subversivo, inteligente e relevante em todas as partes do mundo.

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