FloripaMural

Eram os Manezinhos da Ilha astronautas?

Resumo da passagem da Escola Nômade pela capital de Santa Catarina

Henrique, Luiz e eu

Ficamos em Floripa  por apenas 5 dias, mas graças a um amigo de Faculdade do Henrique, que não via há quase 35 anos, o Luiz Colares, tivemos uma grande quantidade de material para alimentarmos a Escola Nômade. Tanto que nem transformamos tudo em postagens. Deixamos algumas coisas de lado, mas não poderíamos deixar passar curiosidades que vão muito além das maravilhosas praias da Ilha de Santa Catarina.


Observação importante: para quem não está familiarizado, Florianópolis é uma cidade integrada por um pedaço do continente e algumas ilhas, sendo a maior delas a Ilha de Santa Catarina.


Te cuida, Ilha de Páscoa

Nos surpreeendeu muito saber que Floripa possui um dos mais ricos acervos rupestres do mundo. Mas uma história em particular nos chamou atenção. Adnir Antonio Ramos era um pescador que se encantou com as inscrições rupestres e decidiu entrar para a universidade, se formando Biblioteconomia com especialização em Antropologia.

Eu alinhada com a Ilha de Páscoa

Resumindo uma história longa, Adnir observou que a lua nascia entre duas pedras e, ao procurar um lugar onde o sol nascia, descobriu que 26 dias antes do solstício de verão o sol nascia entre outras duas pedras no alto de um morro. Aos poucos, foi colhendo informações que o fizeram concluir que existem pedras com função astronômica utilizada pelos primeiros habitantes da ilha, criando um calendário que administraria atividades como pesca, plantio, colheita, caça, fertilidade etc.

Para Adnir, os índios e pré-índios da região, portanto, tinham conhecimentos astrológicos e matemáticos, os credenciando a entrar para a seleta lista de mistérios não revelados como os megálitos da Ilha de Pascoa e as Pirâmides do Egito.

As ideias de Adnir, entretanto, não são aceitas pela Academia. Cabe então a cada um de nós acreditar ou não. Uma decisão muito pessoal. Mas que a história é boa, isso é.


Fazendo ferramentas

Oficina Lírica na Praia da Armação

Ainda na linha de estudos arqueológicos, encontramos também em vários pontos da ilha, as chamadas oficinas líticas: depressões em rochas basálticas formadas a partir do afiamento e polimento de instrumentos de pedra pelos habitantes pre-históricos que viveram na ilha, num verdadeiro museu a céu aberto. Não um museu formal. Afinal estas oficinas líticas são encontradas em várias praias e se você não souber da existência delas, vai achar que são apenas pedras normais sobre as areias.


O poder da simpatia

Any e seu restaurante

Passeando por Ribeirão da Ilha, distrito de Florianópolis, fomos interpelados (dentro do nosso carro) por um personagem, no mínimo, excêntrico: um cara vestido metade cozinheiro, metade capitão de barco, chamado Any. Muito simpático. Tão simpático que conseguiu nos tirar do carro e nos levar para seu restaurante: o Muqueca da Ilha.

Uma fachada linda e dentro um verdadeiro museu, tantos os objetos de sua coleção. A simpatia do proprietário continuou sendo despejada sobre nós que acabamos tirando uma foto atrás do balcão vestindo chapéus de capitão. Não experimentamos a comida pois tínhamos acabado de almoçar, mas pareceu bem boa. Apesar de um pouco exagerado em seu tratamento amistoso, ao nos desvencilharmos de todos os seus elogios às nossas pessoas e desejos de felicidade, seguimos adiante em nossa jornada.

Eu e o Henrique fazendo pose e limpando o balcão

Enfim, a viagem à Floripa foi muito ilustrativa. Mais uma vez aprendemos bastante e tentamos na medida do possível transmitir e analisar para nossos alunos aquilo que achamos de relevante em termos de criatividade e comportamento humano.

Um beijo e até a próxima!

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Lena Feil

Gaúcha de nascimento e cidadã do mundo por opção, é formada em Desenho Industrial e Psicologia, é feminista e pensadora em período integral. Usa o cérebro para entender o cérebro. Estudiosa do comportamento e da criatividade, entusiasta da vida, viciada em novidades, em filosofia, no ser humano e em coisa mundanas também. É absolutamente fascinada por crianças, adora café, ama viajar, é geralmente divertida, e – às vezes – esnobe. Hoje, atua com Coolhunter da Escola Nômade para Mentes Criativas, sempre em busca do que existe de mais subversivo, inteligente e relevante em todas as partes do mundo.

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